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23 de fev. de 2017

DIA 07: Por qual lugar você é mais grato?


O meu lugar favorito e o qual sou mais grata, entre tudo o que já conheci até hoje, foi resposta de oração. 

Para quem não sabe, faço Jornalismo no Mackenzie e, para quem não sabe também, eu não queria estudar nessa faculdade. Lembro, até mesmo, de escrever uma carta para Deus sobre e o pedido era sempre o mesmo: não me coloca lá, por favor. 

Só que Ele colocou e, mais do que isso, confirmou que ali era o meu lugar. 

Emburrei. Fiz cara feia. Sentei na última fileira na primeira semana. Não queria conversar com ninguém. Só queria entrar e sair desapercebida. Até que Deus foi me mostrando, cautelosamente, como a escolha dEle era perfeita e que não era apenas para contradizer a minha vontade, era e ainda é para que eu pudesse entender mais sobre o amor e o cuidado dEle. 
O ápice desse zelo foi quando Ele me mostrou, dentro do Mackenzie, o lugar em que mais consigo senti-lo me abraçando, dizendo que o Seu amor sempre irá me alcançar onde quer que eu esteja e, mais do que isso, sou capaz de ver jovens buscando, desesperadamente, serem chamados de filhos e não apenas de servos. 

Esse lugar é a capelania. 

Comecei a frequentá-la, às quartas-feiras, 17h30, devido ao pocket - um reunião do Dunamis Moviment, em que há louvores e uma rápida palavra - , e, desde então, conheci um lugar em que posso sentar no último banco, dizer "Pai, deixa eu te sentir" e chorar, compulsivamente, porque Ele se faz presente, sem receber um olhar de julgamento. 

Essa... Essa foi a minha oração. 

Alice Arnoldi


11 de fev. de 2017

DIA 03: Por qual cor você é grato?


Entre a infinidade de cores que nos é apresentada no Ensino Fundamental I, enquanto repetimos seus nomes com as professoras e os escrevemos em um caderno de caligrafia, pelo menos uma vez por semana, a gratidão de hoje abraça os diversos tons de azul. 

Não porque são os meus favoritos, afinal, se você estiver andando na Avenida Paulista e, de repente, cruzar comigo, não estarei vestindo azul - nem mesmo na meia. Mas sou grata pela existência dessa cor por ela ser vista em duas das infinidades que mais me lembram o maior amor que já experimentei até hoje: o céu e o oceano.  

Quando olho para eles, sou capaz de sentir o amor de Deus, mas não como o sentimento com data de validade e condições para ser sentido, como é colocado por muitos homens, e sim como uma fonte inesgotável e recebida de graça, já que não há nada que eu faça que fará com que haja merecimento em mim para ser amada.  Tudo é pela graça. 

Entendi isso e passei a ser ainda mais grata pelas criações de Deus quando Ele disse a mim: "Você já parou para pensar que você é chamada de filha pelo criador do céu e do mar?". Instantaneamente comecei a chorar e indagar: "Como que o autor de tais maravilhas pode me chamar de filha, sendo que eu tenho tantos defeitos? Sendo que eu não sou merecedora?". 

Então, o amor dEle acertou meu coração como uma flecha: ainda que Ele saiba de cor e salteado a lista das minhas falhas, sou realmente chamada de filha pelo criador do céu e de tudo que está abaixo dele; só que isso não acontece porque há algum mérito meu que faça com que esse amor aconteça, mas porque Ele simplesmente escolheu me amar. Assim como Ele também escolheu amar você, independente do que você faça. 

Afinal, nada disso é sobre merecimento, é sobre a graça. 

Alice Arnoldi

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