O ano não foi fácil para você, não é mesmo? Mas você também percebeu, enquanto os dias corriam, que 2016 não estava sendo tranquilo para as outras pessoas também, não é? Então você acabou por colocar um pano leve e sem os remédios certos sob as feridas, para tratar quem você nem sabia como fazer isso, não foi?
Agora, deixa eu tentar adivinhar: as consequências não foram as melhores. Acertei?
Sabe, Ana, mesmo depois de tanto tempo vivendo a mesma realidade, você ainda não entendeu que, por mais que alguém precise dos seus cuidados, as suas feridas estão infeccionadas e não dá mais para continuar a dizer que elas não existem.
Elas estão sujando todos os cômodos da casa. Você não consegue ver as gotas de sangue caídas em todas às vezes que você estica a pele, sem elasticidade alguma, para tentar sorrir? Isso não é viver, Ana, é sobreviver.
Só que a verdade é que você merece mais do que um reflexo de luz: você merece irradia-lá. Mas está difícil se lembrar disso, não está? Afinal, você distribuiu álcool e fósforos a todos, mas esqueceu de guardar, pelo menos um de cada, no bolso da sua calça favorita e surrada.
Espero que em meio à escuridão que jogaram você, com empurrões de "não posso perdoar você agora" de cá e "as suas qualidades não existem" de lá, de alguma maneira, você consiga entender quem realmente é, independente do que pensam a seu respeito.
Só não esquece que tentar esconder as feridas não é mais uma opção, Ana. Não dá mais.
Alice Arnoldi Ainda que dividir sorrisos seja estar próximo do outro, chorar o choro de quem se ama é o que faz os laços se estreitarem verdadeiramente. Não que haja algo romântico em sofrer, pois se as lágrimas não forem de felicidade, elas surgem a partir de um nó insuportável na garganta e rolam depois de muita dor, mas ainda assim, é em meio ao sofrimento que tudo se torna mais vivo em nós. É em meio ao cabelo bagunçado, aos olhos inchados, às mensagens desesperadoras, cheias de gritos e fungadas, que a verdadeira face é revelada para si e para quem está ao redor. Quando tudo que está envolto a nós desmorona, a armadura mais dura e supostamente bela, vestida com orgulho, desapego e amor próprio, despenca ao chão sem nenhuma permissão. Ao mesmo tempo em que há sangue jorrando por todos os lados, há um peso, de tijolo por tijolo, sendo tirado dos nossos ombros, pois não precisamos mais ser a farsa que dizíamos ser. Não há mais muros, guardas, armas e ataques repentinos. Sobraram apenas os escombros, que ainda que não fossem bonitos, eram o lembrete mais real de quão frágil à vida é. De quão humanos nós somos e de que não há nada de errado com isso.
Fui paraquedas ainda que estivesse em queda livre. Fui salva-vidas ainda que estivesse afogada em meio à solidão. Fui solo firme ainda que não conseguisse manter as próprias pernas firmes o suficiente. Fui do outro o tempo todo, ainda que tentasse ser minha.
Arranquei o coração de dentro do peito para ser aconchego do outro em dias nublados. Transbordei em lágrimas que não eram minhas. Colecionei mágoas alheias e ganhei noites mal dormidas com elas.
Pedi um minuto de atenção e, como resposta, recebi alguns dias... De espera.
Aguardei todo o tempo que pude, mas a porta não abriu. Então, juntei tudo o que eu pude: o que restou e o que pensei que restara. Um sorriso maltrapilho para os colegas, um “é apenas cansaço” para a família, algumas fotos para as redes sociais e, o mais importante, as minhas próprias dores.
As pessoas, em meio a risos e rostos espantados, não acreditavam que eu havia escolhido, entre tantas opções, fechar a bolsa com as minhas mágoas dentro dela. A verdade é que as bocas boquiabertas e as faces contorcidas só estavam dessa maneira porque elas carregavam um leque de opções dentro de si e eu... Bom, eu tinha as minhas dores.
Elas não eram boas e nem o melhor para se carregar, mas ainda eram minhas.
A foto acima não é estonteante. Suas cores não são vibrantes, seu ângulo não é o melhor, sendo assim, não há nada nela que faça com que seus olhos se dilatam e seus lábios se curvem em um bom elogio. Se encontrar em meio a uma crise de ansiedade faz com que a lente da vida capture cada pensamento, cada sentimento, em preto e branco. Com muito peso, com muita dor, com muita frieza. Se encontrar presa em meio a batimentos cardíacos descompassados, mãos trêmulas, e um revertério no estômago, faz com que os olhos não propaguem a luz cotidiana deles, mas lágrimas incontroláveis, alguns gritos abafados no travesseiro para que ninguém da casa seja acordado, e a sensação de ter retrocedido, não importando o quanto a situação havia melhorado nas últimas semanas. O teto dessa foto explica bastante sobre a vida das pessoas ansiosas. É olhando para ele que, diversas vezes, elas conseguem suportar os dias mais difíceis. Ora implorando para que tudo isso não passe de um terrível pesadelo, ora alimentando a famosa esperança de que se não deu para ser feliz hoje - ou apenas levantar da cama para ir à faculdade -, amanhã, com certeza, dará. A luta da pessoa ansiosa é diária. Às vezes ganha, às vezes perdida. Então, por favor, respeite o "não estou muito bem para ir hoje", porque quando ele foi dito, não era apenas uma desculpa qualquer, mas realmente uma explicação embasada em sentimentos reais. Inclusive o de sentir o coração moído depois de uma intensa luta com você mesmo, e a falta de força para não dar passos em falso. É impotente se sentir controlado pelas circunstâncias, e não as controlando. Uma pessoa ansiosa sabe bastante sobre não conseguir trancar perfeitamente as portas da sua casa, e acabar com tudo roubado, inclusive, sua paz.
Pinterest Ele perguntou se eu queria um café, talvez uma água, quem sabe um chocolate quente, mas eu queria mesmo era amor. Não queria que ele viesse dentro de uma caixa enfeitada com laço, mas que viesse por inteiro. Não precisava trazer uma rosa, abrir a porta do carro, combinar um dia para vir em casa e conhecer meus pais, mas precisava ser real. Não como dor que paralisa cada parte do corpo quando chega, mas como fogo que incendeia tudo o que toca. Não precisava exalar o perfume de rosas por todos os lados, mas eu não suportaria que não fosse doce. Doce ao ponto de ser abraço sem presença, de ser calmaria sem palavras calculadas, de ser amor sem gritar: "eu te amo!". De ser inteiro, mesmo que antes fora remendo.
Autoria: WeHeartIt Às vezes, gostaria de manter as palavras afastadas de mim. Não, não digo que o problema esteja nos textos profundos de Machado de Assis ou nos poemas de Drummond, mas está em cada sílaba, em cada concordância verbal, em cada frase que me faz mergulhar em águas rasas e acabar com os joelhos ralados. Ser amante das palavras faz com que você acredite nelas logo após a primeira leitura, porque há a esperança de que com algo importante, como a escolha sinuosa de cada palavra, não haverá brincadeiras e mentiras enrustidas em cada uma delas. Só que a história não é idealizada dessa maneira. As pessoas brincam com as palavras, e não estou dizendo sobre coloca-las em rima para que o som seja mais charmoso, estou falando sobre expor sentimentos, mas não senti-los, elaborar planos através de bonitas palavras, mas não realiza-los por falta de dedicação, e tantas outras maneiras de maquinar armadilhas para aqueles que acreditam em boas palavras. Para aqueles que têm suas prateleiras de livros cheias, e reflexões espalhadas por todas as pastas do computador e cadernos do armário, a escrita não é só uma brincadeira. É confiar de novo, após uma discussão com palavras jogadas; é sonhar de novo, ao escrever cada desejo na ponta do lápis; é deixar sentimentos ruins para trás, depois de despeja-los em uma página do Word - ou talvez dez -. Parece uma relação bonita e até é, mas quando as palavras passam a ser facas bem afiadas, é nessa exata entrelinha que mora o perigo, não só pela dor causada por elas, mas pelas consequências trazidas. Talvez não sejam as palavras que precisam ser afastadas, afinal; mas algumas pessoas.
Fotografia e edição: Alice Arnoldi Quem acompanha o blog há mais tempo, sabe que desde o final de 2014 e durante o ano de 2015, passei pela saga de "Ah, meu Deus. E agora? O que eu faço de faculdade? Jornalismo ou Medicina? E se não for nenhum dos dois? E se for os dois?". Pois é, muitas perguntas e nenhuma resposta até ingressar em algum dos cursos, mas aí vai a novidade: ESTOU FAZENDO FACULDADE (gritinhos de alegria). Ano passado, sem dúvida alguma, foi um dos anos mais difíceis para mim por N fatores, que prefiro deixar em off, mas posso dizer que mesmo que esse ano não tenha começado da melhor maneira possível, até agora estamos nos relacionando com abraços, beijos, carinhos, alguns tapas e lágrimas, mas prosseguimos tentando ser amigos (inclusive, relação melhor do que a que tive com 2015).
Digamos que todos os presentes que não recebi ano passado, vieram em dobro esse ano. Lembro que escrevi um texto sobre a escolha da graduação ser como um tiro no escuro, mas que esse disparo precisava ser por e com amor, e pensando sobre isso, posso dizer que a minha grade curricular só trouxe bons sentimentos ao meu coração. Sendo assim, posso dizer a vocês que escolhi Jornalismo e bom, não é com esse nome todo formal que gosto de chamar essa profissão, eu a apelidei de "jornal do amor", pois é exatamente isso que ela representa para mim. Pude conhecer professores incríveis que não precisavam confiar e apostar fichas em mim, mas escolheram fazer. Pude dividir intensas risadas com amigas feitas em seis meses, mas que poderiam estar na minha vida desde sempre, afinal, são tantas histórias e sonhos compartilhados que às vezes uma confusão surge na minha mente de quando que foi o real momento que elas entraram na minha vida, pois parece que elas sempre estiveram por aqui. Comecei a entender o que é produzir matérias, pautas, entrevistar pessoas e mais do que isso: viver uma nova experiência a cada página em branco. Para alguém como eu, amante da literatura e de todas as metáforas trazidas com ela, poder ouvir situações cotidianas, mas que fizeram toda a diferença para a construção da vida de cada pessoa, não há nada bonito como isso. Entender que cada pessoa é repleta de um universo tão particular, mas tão importante e inspirador, foi, talvez, o ato mais singelo que a vida poderia ter comigo. De 2015 para 2016, não foram só os números que mudaram, o céu está, finalmente, estrelado como nunca esteve, com faróis iluminando meus caminhos!
Dizem que para sentir o céu mais perto de você, é preciso subir no andar mais alto de um arranha-céu e observar as nuvens como se pudéssemos toca-las, mas, para mim, conseguir sentir a leveza do céu é mais sobre quantos corações você consegue sentir pulsando na mesma sintonia que o seu, e quantos você consegue passar a certeza de: "ei, nessa jornada cheia de pedras, você não está sozinha(o)".
A beleza de enxergar o céu não é tão bela se a solidão for sua única companhia.
Ela é bonita quando os abraços são pontes capazes de trazer amor para quem só conhece ódio e rancor.
Ela é bonita quando as palavras são singelas chamas de esperança para o coração que só conheceu ruínas.
Ela é bonita quando a companhia é como um post-it pendurado para nunca deixar esquecer que, depois do primeiro passo juntos, prosseguir não é mais sinônimo de estar sozinho.
Gosto dessa ideia. Gosto muito. Gosto de pensar que a amizade é exatamente isso: a esperança, antes perdida, reencontrada dentro das certezas de outro alguém.
Dedico esse texto à pessoa que me ajudou a reconstruir os meus muros, antes desmoronados ao chão. Você sabe o quanto amo você e que amiga é um termo fraco perto da fortaleza que você trouxe para mim, sendo assim, irmã é como prefiro chamar você. Os nossos laços foram traçados com os joelhos ao chão, capazes de nos reerguer, S. Isso ninguém pode tirar de nós.
As pessoas precisam entender que tudo bem desistir de algumas situações, de alguns problemas e até mesmo de algumas pessoas.
Uma vez disseram para mim que não era possível carregar o mundo nos braços. Teimosa que sou, discordei. Talvez se fosse o meu mundo, eu conseguiria carregar, mas em algum momento dessa pequena, mas intensa trajetória, eu percebi que os meus braços estavam cheios das marcas dos mundos alheios, mundos cheios de problemas, de marcas que eu não fui responsável, mas que hoje, inevitavelmente, eram marcas do meu mundo; mundos cheios de buracos deixados por pessoas que eu nem sequer conheci, e mesmo não conhecendo, corri de um lado para o outro buscando tampar esses buracos que foram criados pelos passos contrários de terceiras pessoas.
E você sabe o que acontece quando você segura algo pesado por tanto tempo, não sabe? Você sabe o que acontece quando você corre de um lado para o outro, não sabe? Você cansa. Você cansa porque não importa o quão forte você seja, seus braços não foram feitos para suportar tudo. Não importa o quanto você já tenha exercitado as suas pernas para fortalece-las, elas foram feitas para correr por um determinado tempo, mas não para sempre.
Talvez seja um pouco frustante você perceber que não é possível sustentar as pontes existentes entre duas mágoas que são carregadas, há bons anos, no coração de uma pessoa que você ama. Pontes criadas para a respiração ser um pouco mais leve e os dias menos escuros. Mas frustante mesmo é perceber que as suas pontes quebraram e as madeiras, que haviam custado tanto para serem construídas, despencaram e caíram em águas profundas. Frustante é perceber que não há pessoas ao seu redor para ajudar você a buscar novas madeiras, e mais uma vez você precisará construir suas pontes sozinha.
E é quando você entende que entre as suas mágoas, você precisará caminhar sozinha e as mãos que você encontrará para segurar serão somente as suas, algumas pontes, que não são suas, precisam ser soltas.
Há momentos da vida que é necessário você caminhar para o lado oposto ao que as pessoas estão indo, não por não haver mais amor, mas porque há tantas feridas expostas e doloridas para serem tratadas em você mesma que não há como cuidar das feridas das outras pessoas. Não dá para estancar um ferida exposta enquanto a sua mão sangra. É perigoso. E mais do que perigoso, é doloroso.
É mergulhar em um mar sem fundo. Ou você sairá como um milagre, ou como aquela que morreu afogada. Não há outras opções.
Quantas vezes nós perdoamos alguém, só pelo fato de amarmos essa pessoa e sentirmos falta constante dela? Particularmente falando, essas vezes já superaram a quantidade de dedos que tenho em minhas mãos, e podemos colocar os dedos dos pés também.
Muitas vezes excluímos os nossos motivos de estarmos bravos com alguém, apenas para não criarmos uma briga que não acabará com uma desculpa da pessoa com a qual estamos brigando, ou até mesmo porque nós sabemos que seremos os primeiros a começar a briga e os primeiros a procurar a pessoa para tudo voltar ao normal. Não importa se o motivo pelo qual você está chateada fez você chorar um dia ou uma semana, você o coloca para baixo do tapete e finge que não há nada fazendo uma ondulação, presente no meio da sua sala de estar. Mesmo sem perceber, você acaba pisando em seus próprios sentimentos, só para a pessoa poder desfilar sem nenhum empecilho pela sua vida. Mas tudo isso está totalmente errado.
Caso você esteja em uma relação, seja uma amizade, um namoro, um relacionamento familiar, você não pode se sentir privada de conversar com alguém sobre aquilo que tira o seu sono, ou que está sendo o motivo das suas lágrimas, você precisa sentir-se na liberdade de sentar com a pessoa e colocar todas as cartas na mesa. Mas dizer isso a você, não significa que estou lhe dando um cartão de: trate as pessoas como bem entender, pois não estou. Independente da intimidade que haja entre você e a pessoa, o respeito sempre deverá vir em primeiro lugar, caso contrário, seu esforço não valerá de nada. Lembre-se de ser gentil com as pessoas que você ama mesmo nos momentos mais difíceis, afinal, é uma delícia receber uma boa dose de gentileza, não é?
Você se esforçou, repensou suas atitudes, mas nada mudou. Então, agora, é hora de você começar a pensar se a relação que você está vivendo, é uma via de mão dupla. São duas pessoas envolvidas em uma relação, e não adiantará nada só você procurar melhorar, e tentar. Seus esforços nunca serão o suficiente, infelizmente. E a parte mais difícil de descobrir que essa relação está sendo sustentada só por uma pessoa, é essa: a de descobrir. Quando você coloca sua mão na consciência, e perceber que só você estava remando em direção a praia, enquanto o outro só estava descansando no seu barco, sua primeira vontade é de empurrar a pessoa para fora e dizer para ela ir nadando sozinha até a praia,no intuito de dizer que agora ela precisará se virar sozinha, mas depois esse ódio se mistura com o amor que você tanto sustentou, e você prefere chegar até a praia para depois decidir o que fazer.
Uma parte de nós fica revoltada e quer apenas devolver, sem sutileza, todos os sentimentos ruins que a pessoa nos causou, a outra questiona com inúmeros por ques, e a outra parte quer apenas um lugar pequeno para se lamentar.
Entre a revolta, o questionamento, e a lamentação, você, eu, nós, precisamos nos lembrar que não podemos obrigar alguém a gostar de nós, ou de estar com nós, mas pedir a sinceridade e oferecê-la ao outro, nós podemos. E mesmo que a verdade doa, mesmo que você perceba que nem tudo era o que parecia ser, ainda será melhor do que viver nessa corda bamba, ora sentada no chão, chorando e sofrendo, ora de pé equilibrando todos os pratos, cheios até a boca de problemas que não seus. Saia da corda bamba e coloque seus dois pés no chão. Não se diminua, só para alguém amar você, não só porque você merece mais, mas porque o amor também merece mais de você, afinal, o amor é livre. Não há como você mandá-lo entrar, e sentar, tudo que você pode fazer é conquista-lo, mas caso isso aconteça, não alimente o espaço que era dele com ódio. Ao contrário, destrua esse ódio com amor, esse amor que já nasceu com você: o amor próprio.
Um beijo, daqueles estrelados e apertados, no coração de vocês. (<3)
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Não é novidade para ninguém a falta de água em diversos estados do Brasil, mas ver pessoas não se preocupando com essa realidade, me acerta em cheio. Ver pessoas fechando os olhos para isso, faz com que eu sinta fisgadas no meu coração com tamanho egoísmo. Sabe, eu posso estar sem água hoje e você com, mas amanhã você estará na mesma situação que eu, então talvez você devesse pensar um pouco sobre isso, ou muito.
Ver pessoas economizando energia própria para tentar ajudar na causa, mas gastando tanta energia em casa com inúmeros eletrônicos que não estão sendo usados, deixando a luz acesa enquanto o sol está brilhando do lado de fora da janela, é deprimente.
Ver pessoas gastando energia falando mal das pessoas, espalhando mentiras contadas de forma grotesca, ofendendo alguém, enquanto elas poderiam transformar toda essas atitudes ruins em uma única atitude boa, ou em uma tentativa de uma.
Parece infantil, ou até mesmo idiota misturar esses dois assuntos - a falta de água, e as atitudes ruins das pessoas -, mas talvez se todo mundo preservasse um pouco de solidariedade e mais compaixão em si, poderíamos até estar passando por essa situação, mas talvez ela estivesse sendo um pouco menos trágica, e desesperadora. E não digo só a situação da falta d'água, estou falando sobre esse vazio que rodeia as pessoas.
Queria que estivéssemos menos preocupados em ser melhores que os outros, em ganhar milhões, em ofender alguém e, principalmente, em olharmos só para nós mesmo, e mais preocupados em propagar aquilo que gostaríamos de receber sem sequer precisarmos pedir.
Não escolhi a água por acaso, e não só por ser o assunto mais falado em todas as redes sociais, mas porque somos totalmente dependentes dela, e sequer sabemos valoriza-la. Se não sabemos valorizar aquilo que necessitamos para viver, como temos certeza que somos capazes de valorizar tudo que nos é dado? Que conquistamos?
Não consigo fechar os olhos, a boca, e silenciar meus dedos para tudo isso, porque talvez eu esteja falando besteira para você, mas talvez alguém que esteja ao seu lado, pensa o mesmo, mas não tem coragem o suficiente de dizer, por causa da chuva de críticas que cairia sobre ele.
Não quero mais concordar com a falta de valor colocada em tudo. Não quero maltratar as pequenas importâncias, e vangloriar as grandes. Não quero chutar nenhum tipo de pessoa. Não quero gastar a minha energia ou em produtos que não estão sendo utilizados, ou em egoísmo.
Albert Einstein deixou uma frase que resume tudo que eu procurei dizer: "O mundo é perigoso não por causa daqueles que fazem mal, mas por causa daqueles que vêem e deixam o mal ser feito."
Não se cale, por causa de ninguém, por favor.
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O mês já está quase acabando, e um novo ano está quase chegando, mas mesmo assim resolvi falar sobre Dezembro, afinal, esse mês merece uma atenção maior.
Semana passada, especificamente no dia 17, completei 17 anos (yaaaay), e acreditem, esse dia foi totalmente diferente do que eu esperava. E essa é a única parte chata de fazer aniversário: a expectativa. Ela faz com que fiquemos olhando para todos os lados esperando uma surpresa, algo que vá mudar nossas vidas, uma declaração, e no final, nada disso acontece, mas isso não significa que aquele dia não foi importante, ou que você não seja importante, e acabei descobrindo isso apenas no final do dia enquanto as minhas músicas favoritas tocavam, e eu só pensava em dormir, de tão cansada que eu estava.
Talvez passar o dia do seu aniversário fazendo uma prova de um cursinho para conseguir desconto não seja o sinônimo de felicidade, mas ao passar por essa situação que fará algumas pessoas torcerem o nariz ao ler isso, e outras criticarem com frases como, por exemplo, "nossa, mas você gosta mesmo de estudar"; "nossa, você só vive para os estudos", fez com que eu percebesse que precisamos dançar de acordo com a música, e não tentar ficar trocando e trocando as músicas até que uma delas se encaixe no nosso ritmo. E depois de sair da prova, uma sensação de dever cumprido sucumbiu o meu corpo, e estava pronta para simplesmente andar de um lado para o outro pela Paulista, com uma ótima companhia, aproveitando o resto do dia.
Esse é o significado de crescer, não é? É você conseguir perceber que alguns esforços são necessários, independente de você querer ou não fazer algo, além de você entender que viver o momento é ótimo, mas planos também são necessários, afinal, não dá para viver dentro do imprevisto sempre.
E ainda digo a vocês que não tinha percebido tudo isso até escrever esse texto, portanto, essas palavras além de serem para vocês, também são para mim. Vocês deveriam tentar fazer isso de escrever sobre algo que até então parecia ruim, ou confuso, nos proporciona outra visão sobre o assunto. Enfim, fugi um pouco do que estava falando, mas precisava divagar sobre isso.
A magia de dezembro não acabou dia 17, ao contrário, ela só continuou se espalhando, pois dia 20, sábado passado, foi o dia de comemorar o meu +1 com os meus amigos. Não vou entrar em muitos detalhes, mas meu coração estava mais cheio de amor e alegria naquela noite, por todas aquelas pessoas que estavam presente, e até mesmo por aquelas que não conseguiram ir por algum motivo específico. Sou grata por cada um ser capaz que foi e é capaz de fazer com que eu me sinta especial em sua vida, e por cada mimo, cada abraço, e cada sentimento recíproco. (<3)
E falando em sobre fazer com que eu me sinta especial, todas as mensagens recebidas no dia 17, fizeram com que meu coração batesse de uma maneira diferente, pois houve tanto amor transformado em palavras, que não há obrigada o suficiente, mas mesmo assim, ainda direi obrigada a cada um. Só amor por vocês.
E óbvio que eu não poderia falar de magia e de amor, e não falar sobre o natal. Não há como.
Deixem os presentes, a árvore, os piscas-piscas, até mesmo as comidas de lado, e vamos pensar sobre o verdadeiro significado do natal.
Talvez hoje, você só consiga enxergar o natal como todos esses itens citados acima, mas eu queria dizer a você que essa data é bem mais do que isso.
Para muitas pessoas que acreditam em Deus, essa data significa o nascimento de Jesus, e eu sou uma dessas pessoas, e por acreditar nisso, há muito o que desejar a você.
Eu desejo que muita luz entre na casa e no coração de cada um de vocês que ler esse texto, para que toda escuridão seja esquecida, sendo assim, desejo que seu coração irrigue amor, muito amor, para que tudo que você der, seja com amor, e consequentemente, tudo o que receber também. Desejo bons momentos, com a sua família, com seus amigos, e que cada momento desse seja uma boa memória construída e digna de muitas risadas e gratidão. Desejo muitos sorrisos, muitas lágrimas de felicidade, muitas realizações, e muita força. E desejo que as pessoas reconheçam o seu valor, pois eu acredito que você é único e que irá conquistar com muito brilho o seu lugar no mundo.
Amanhã quando você for abraçar alguém para desejar feliz natal, não diga isso da boca para fora. Que esse abraço demore alguns segundos, mas não deixe de mentalizar todas as palavras boas cheias de sentimentos para aquela pessoa. Não é por acaso que ela está na sua vida, e que você está abraçando-a.
Combinado? Combinado!
Um feliz natal para vocês, e mesmo não abraçando cada um, estarei mentalizando tudo o que desejei a vocês. Promessa de dedinho.
E para vocês sentirem todo esse amor natalino, vou deixar aqui embaixo duas músicas lindas, e dignas de serem colocadas na sua playlist natalina ou não.
Um beijo no coração de vocês, daqueles apertados e estralados.
Ontem, dia 13 de Dezembro, uma semana se completou, desde o dia da minha formatura.
Posso dizer que aquela noite foi especial, e talvez tenha sido pelos motivos que vocês estão colocando nessa lista imensa de "por que a formatura foi importante?", mas ainda há um milhão de outros, que só serão descobertos com o passar do tempo. Não duvido nada que, quando uma outra formatura surgir, ainda estarei pensando nos milésimos de segundo daquela noite.
Antes de chegar ao salão, corri de um lado para o outro dentro de casa, enquanto tentava dar mais volume ao meu cabelo, e colocar a cor correta na minha maquiagem, depois, chegou a vez do vestido. Puxa de cá, puxa de lá. Entrou. A sandália não se deixou ser esquecida, pois quando a coloquei, finalmente estava pronta. Não faltava mais nada. O sorriso? Ele já estava pulando para fora da bolsa, e preenchendo o meu rosto por completo.
Fiquei encarregada de fazer a homenagem aos colegas/amigos, e não poderia começa-la sem a citação do Pequeno príncipe, e termina-la com Mario Quintana dizendo que só a saudade é capaz de fazer algo durar para sempre. De primeiro momento, um nervosismo tomou conta de mim, e as palavras saíram embaralhadas e estranhas, mas comecei a respirar cautelosamente, e quando percebi, ainda estava falando rápido, mas dessa vez com mais facilidade. E a felicidade foi vista, ao voltar para o meu lugar, no sorriso sincero e imenso que recebi, de uma professora querida e amada. Aquele sorriu ficou enrustido na minha memória, e será sempre a certeza de que há alguém feliz por ouvir as minhas palavras, além de ser quem acreditou em mim, quando enxergou a minha capacidade e o meu esforço.
Houveram mais alguns discursos, alguns sorrisos perdidos entre os alunos, e algumas lágrimas entre os pais presentes na platéia, mas só fomos capazes de sentir a verdadeira emoção, quando nos levantamos de nossas cadeiras e erguemos os braços, gritando que finalmente havíamos nos formado. Foi naquele exato momento que meu coração esqueceu de bater, pois cada um que estava presente no canto direito do palco, havia me roubado uma batida, deixando tudo descompassado. Talvez, se eles não houvessem roubado essa batida, eu entregaria essa imensa batida a eles, pois mereceram. E que mérito!
Alguns momentos foram ruins, admito, mas o fato da noite ter sido realmente especial, é que todos os sentimentos ruins foram insignificantes perto das danças, dos abraços, das lágrimas, e principalmente, do amor.
Se um dia, todos que fizeram parte da minha vida durante esses três anos, lerem esse texto, gostaria que eles soubessem que todo amor que um dia recebi deles, será devolvido pela vida, e há uma certeza beirando sobre isso.
Sobre os discursos baseados em: você ganhará mal, se você fizer isso de profissão, bom, que ganhemos pouco dinheiro, mas em compensação, que o amor venha a baciada, dessas fundas e largas, para a cada decepção, nos afundarmos em amor.
E para terminar esse texto, aqui está uma foto da formatura. O salão pode não estar aparecendo, mas essas duas pessoas maravilhosas e incríveis estão, e isso importa, o resto não. Não há narrativa, dissertação, poema de amor, e música, capazes de descrever tamanho sentimento de gratidão que carrego em relação a eles, além das memórias, que são incapazes de serem resumidas em palavras. E como estamos na época do natal, sei que o papai noel foi legal comigo esse ano, porque ele deixou esses dois presentes embrulhados em lindos papéis dourados, com fitinhas vermelhas, ha três anos, sendo assim, meus presentes adiantados. Eu sei que vocês dois irão ler esse texto, portanto, Mari e Gui, amo vocês, presentinhos queridos e amados! (<3)
Ufa, que dia!
Bom, é isso... Um beijo no coração de vocês, daqueles estralados e apertados.
Os discursos sobre auto-estima são lindos. Os conselhos que nós recebemos de pessoas próximas, maravilhosos. As músicas criadas sobre o assunto, são as mais ouvidas. Mas nenhum deles, carrega o peso da luta, da tristeza e a incansável busca pela aceitação.
Não consigo explicar o peso que sinto em meu coração ao pensar sobre o assunto, e aumenta quando percebo que poucas pessoas dão o devido valor ao assunto.
Não quero que seja um texto de auto-ajuda, mas também não quero que você o termine do mesmo jeito que começou. Com esse sorriso esquecido, com o corpo largado de qualquer jeito na cama e os olhos cheios de lágrimas. Não quero.
Não é justo até hoje e eu sei disso. Sei o quão difícil foi ouvir algumas palavras quando você só tinha doze anos e não sabia ao menos se defender direito. Não foi justo eles apontarem para você, e dizerem palavras horríveis a você, como gorda, feia e mais inúmeros apelidos que você conhece tão bem. Não foi humano eles torcerem o nariz, enquanto você passava pelo corredor do colégio para tentar chegar a sala de aula. Nada disso foi justo ou humano. Corrói a alma, ao ponto de parecer uma dor física.
Pareço um monstro ao tentar fazer com que você se lembre de tudo que passou, não é? Mas eu não sou. (Ainda bem).
Eu só queria que você conseguisse enxergar além de todos os rótulos que colocaram em você. Eles fizeram com que você os vestisse, um por um, até você não conseguir enxergar sua própria alma. Chega. Chega de vesti-los e dizer que está tudo bem. Não vou dizer que você é melhor do que eles, vou dizer que você não é eles. Sabe os apelidos? Jogue-os fora. Você não precisa deles. Sejam eles os rótulos, ou essas pessoas ao seu redor.
Eu não posso dizer que depois dessas palavras, a luta se tornou mais fácil, mas eu só quero que você seja capaz de perceber que, a luta diária é de todos nós. Todos nós já ouvimos palavras ofensivas, e voltamos para casa chorando de algum lugar, enquanto nossos pais perguntavam o que tinha acontecido, mas você não queria dizer por sentir uma vergonha enorme de si. Todos nós já nos olhamos no espelho e sentimos vontade de só voltar para cama e permanecer ali para sempre. Todos nós já nos odiamos por ser quem somos. É horrível dizer que faz parte, mas é ainda pior, dizer que você deve se acostumar e lidar com isso. Não se acomode aos sentimentos ruins e ao fato de não se achar boa/bom o suficiente, você é, só precisa descobrir isso.
Eu espero que um dia você coloque um roupa que sempre quis usar, deixe o vento dançar coladinho com o seu cabelo, e coloque esse seu sorriso para ser a vitrine mais bonita que alguém já viu. Eu espero que você se permita ser feliz. Se precisar de companhia, estarei aqui.
Um beijo no seu coração. Daqueles estralados e apertados.
Com amor,
Alguém que está lutando de mãos dadas com você. Ps: que o peso esteja mais leve, caso ele não esteja, ouça essa música e permita-se.
Hoje resolvi deixar as vírgulas de lado, assim como as rimas e toda a beleza da poesia. Resolvi engatar a primeira pessoa e transbordar em assuntos pessoais e comuns.
Tudo bem, é inevitável, eu quero escrever para mim, mas acabo escrevendo para você, pessoa comum como eu, para ela, sentada de qualquer jeito no sofá, para ele, que está colocando o celular para carregar, mas que de repente, resolveu dar uma chance para esse texto meia boca, convenhamos.
Meia boca.
Meia boca.
Meia boca.
Não consigo explicar o quanto essas duas palavras juntas representam os meus dias, ou melhor, o ano.
Quero só colocar as cartas na mesa, de uma vez por todas.
Semana passada fiz a prova do Enem, e meu Deus, que lástima. Nunca chorei tanto em um final de semana como eu chorei naquele. Tentava pensar em outro assunto, mas tudo o que eu conseguia pensar era o quanto eu gostaria de passar na faculdade, mas, devido a minha nota, não irá acontecer esse ano. Meus amigos comentavam sobre as questões e também sobre o tema da redação, enquanto eu só queria assistir um episódio de uma série, para talvez fugir do assunto, e quem sabe, achar uma explicação para as alternativas meia boca assinaladas por mim.
Vocês percebem quantos "que" eu já utilizei? Descobri que (está vendo?) tenho esse problema, esse ano, enquanto eu apagava e refazia a redação do colégio, do vestibular, ou escrevia qualquer frase que fosse na minha apostila. É engraçado, não parecia um defeito até tirarem ponto de mim por causa disso.
Tenho vontade de chorar pensando nisso, mas de rir também. Tenho vontade de rir porque os meus erros gramaticais e literários, fizeram meus amigos gargalharem um pouco, enquanto eu tentava dizer calmamente alguma palavra até então comum, e a minha professora de português (ah, como eu sentirei saudade dela) olhar um pouco torto, enquanto eu dizia uma resposta meia boca para as questões relacionadas a análise de alguma obra que ela tanto ama.
Tudo meia boca.
Mas de repente, o consolo surge. A dúvida em relação aos cursos em que pensei fazer, não é meia boca. E os cursos também não são. Medicina e Comunicação Social/Midialogia. Estranho, complexo, até bizarro, eu sei.
Quando você passa a sua vida inteira dizendo: mãe, eu vou fazer medicina. Mãe, eu vou fazer medicina. É difícil você simplesmente dar ré e virar na esquina anterior, mas hoje percebo que não é impossível.
Terceiro ano do colégio, vestibular, adolescência, vestibular, amigos, vestibular, inimigos, vestibular e o pensamento de qual recurso linguístico estou usando ao repetir vestibular tantas vezes.
Vocês conseguem perceber o quão sem sentido e louco está esse texto? Sabe por quê? Porque terceiro ano do colegial é sinônimo de loucura. É sinônimo de não conseguir administrar o tempo, de ouvir frases prontas, de chorar (coloca chorar nisso), mas também é tempo de abraçar forte os amigos (beijo Guilherme, beijo Mariana), de falar que vai passar a tarde no colégio estudando, mas escolher uma dessas tardes para conversar e dançar de maneira estranha. Tempo de construir memórias.
Entre todas as loucuras da vida, posso dizer que a maior delas foi viver e essa, não foi meia boca. Estou caindo no senso comum, eu sei, mas depois da redação do Enem, tudo bem fazer isso aqui.
Talvez eu faça Medicina, provavelmente não, talvez eu faça Comunicação Social ou Midialogia, talvez não, mas posso dizer que sou grata por ter a oportunidade e consequentemente, a dúvida.
Não é fácil para você, assim como não é para mim. Você sai com seus amigos e tudo o que vocês sabem conversar é sobre vestibular, mas eu posso dizer que irá valer a pena. Daqui a alguns anos, vocês estarão conversando sobre o futuro tema do tcc, sobre o primeiro emprego, primeiro salário e eu só espero que exista amor em todas essas conversas, para você sentir esse feeling maravilhoso. Você entende o que eu estou querendo dizer? Eu espero que sim.
Não compensa se não for por amor. Não compensa se o motivo não for pessoal. Não compensa se você entrar no chuveiro e não simular a sua reação ao ser aceito na faculdade. Tem que ser por amor, antes de ser por qualquer outro motivo.
A caminha é longa, mas que cada passo seja por amor.
Que
seja
por
amor.
Amor.
Amor.
Amor.
"Você não pode me julgar por eu gostar de beber"; "você não pode me julgar porque eu gosto de "ficar" com vários garotos"; "você não pode me julgar por não acreditar no seu Deus". Recado recebido. A grande questão que não sai da minha mente é: e por que você pode?
Se você segue os princípios da sociedade, você não pode ser julgado mas quando você não segue, você pode? Talvez eu esteja sendo uma rebelde sem causa, talvez eu esteja falando o que muitas pessoas gostariam de dizer mas em todo caso, há apenas uma frase que gostaria de dizer: me poupe.
Me poupe do julgamento e me poupe da falta de respeito. Vocês anseiam por respeito? Bem-vindos ao clube.
"Mas Alice, você é tão cafona". Sua opinião? Concordo. Ela está certa? Ao seu ponto de vista, não ao meu. E olha lá! Você já está me julgando novamente, enquanto você busca não ser julgado.
Não pedi para você parar de beber, não pedi para você parar de "ficar" com garotos, não pedi para você acreditar no meu Deus. Eu não pedi. E caso eu não concorde com o que faz ou deixa de fazer, isso não é não ter respeito, é ter opinião. E a opinião é minha. Me pertence. Você não pode tirar ela de mim, como você não pode tirar o meu cabelo, ou trocar o formato das minhas unhas ou qualquer outra coisa, a qual pertence a mim desde que nasci.
E há algo que é necessário deixar claro: caso a minha opinião não seja a mesma que a sua, ou vice-versa, não quer dizer que uma está certa e a outra errada. Quer dizer que somos pessoas e não robôs. E não quer dizer, que caso eu não concorde com você e tenha vontade de expor a minha opinião, que estou te julgando. Afinal, há um grande abismo entre defender a própria opinião e julgar uma pessoa. Mas talvez, no fundo, ou talvez não tão fundo assim, nós estejamos apenas buscando o mesmo objetivo: que as pessoas parem de apontar os dedos em nossas caras, tentando nos acusar de estar fazendo algo errado, ao seguir a nossa própria opinião. Defenda sua opinião, mas não seja capaz de rotular a opinião do próximo como "errada". Pois até o errado, é relativo.
Hoje vim falar sobre um assunto sem ser em formato de texto. Trouxe a conversa, que é a melhor forma de resolvermos problemas, de expormos nossas opiniões e de suprirmos nossas dúvidas.
A nossa conversa de hoje será sobre: irmãos, sonhos dele, fotos e sobre ser você mesma.
Bom, nunca falei sobre o meu irmão no blog mas hoje ele está mais do que envolvido nesse lugar incrível, que chamo de segunda casa, o blog. Mas pensando bem, acho que ele é o motivo de estarmos tendo essa conversa.
O sonho do meu irmão sempre foi ser piloto de avião (esse sonho não foi alcançado ainda, porém será. Vocês ficariam espantados com o quanto ele sabe sobre avião) mas por questões financeiras e por questões pessoais, ele ainda não pode pagar o seu curso que é extremamente caro. Enquanto isso, ele está fazendo faculdade (engenharia aerospacial e pública <3) e descobrindo outros hobbies que fazem seu coração pulsar mais forte.
Faz alguns meses que ele descobriu sua paixão por fotos(particularmente falando, ele lembra muito o meu vô por isso pois eu descobri a um tempo atrás, que meu vô foi fotógrafo por um bom tempo) e então ele juntou suas duas paixões: fotografia e avião. Como assim? Há dias que ele acorda 5 horas da manhã para ir ao aeroporto fotografar alguns aviões, além de passar todas as informações de A até Z sobre eles para as pessoas que se encontram ao seu lado, estando elas interessadas ou não. Além de fotografar aviões, ele fotografa pessoas, animais, lugares, etc. Com essa diversidade de tipos de fotos, é onde eu entro.
Sábado passado (03/02), ele me convidou para ser fotografa. De primeiro momento, fiquei assustada pois jamais imaginei ser fotografada "profissionalmente", depois conversando com algumas amigas, tomei coragem e disse sim. Disse sim por mim, por ele e por todas as pessoas que um dia já tiveram medo de enfrentar algo que as assustasse mas foram.
No dia, estava um calor imenso mesmo a noite mas não desistimos. Fiz o melhor que pude em relação a maquiagem e roupa, principalmente por não ser expert no assunto. Por fim, fizemos as fotos. O resultado? Bom, você mesmo(a) pode me dizer!
(Caso vocês queiram ver mais fotos fotografadas por ele, estou deixando aqui o link do seu facebook .)
E então? O que acharam? Particularmente falando, fiquei espantada. Espantada com o quanto elas ficaram bonitas e com o talento do meu irmão em ser bom em tudo o que faz.
Com essas fotos, quebramos dois estereótipos: a magreza e o cabelo liso. Já disse em alguns posts anteriores que não tenho nada contra o cabelo liso (o qual acho lindo) e não tenho nada contra pessoas que são magras. Quebrar esses estereótipos, é na verdade uma forma de tentar mostrar para as pessoas que elas não precisam se encaixar em categoria nenhuma para serem bonitas. Se você quer ser diferente, seja. Seja. Seja. Seja. Não fale, apenas seja.
Essas fotos renderam boas lembranças, boas risadas e uma vontade imensa de mostrar para o mundo que independente do que ele faça, não será o suficiente para me derrubar. Muito menos para derrubar você. Muito menos para derrubar todos nós. (Glória a Deus por isso)
Parabéns ao meu irmão, que é o meu herói enrustido. Que é talentoso. Que me fez gostar de exatas. Que é o meu eterno exemplo, mesmo errando, mesmo muitas vezes sendo um mau exemplo para os outros.
Essas fotos serão uma eterna lembrança de que o que eu quiser fazer, eu posso. Basta eu acreditar, antes de todo mundo acreditar.
O jeito que você se vê, é o jeito que o mundo te vê. Não esqueçam disso!
Não é como se eu precisasse me desculpar por isso.
Isso o quê? Por não me encaixar no seu molde, ou por não pensar do mesmo jeito que você ou então não concordar com tudo o que você faz ou deixar de fazer. Eu não preciso me desculpar por ser quem eu sou.
Você poderia, por favor, guardar o seu julgamento para si? Porque de certo modo, ele não está me levando a lugar nenhum, pois não há um lugar para ir, afinal, a minha direção sou eu quem decido e não você.
Você não sabe o que acontecerá com a minha vida daqui a um dia ou dois, ou talvez daqui a um ano, então pare de dizer que ela não será como quero que seja ou talvez melhor, ou talvez pior. Você não sabe e não há nada que você possa fazer para saber.
"Eu tenho mais experiência que você", sua experiência não é a minha certeza. Sua experiência não prevê o meu futuro. Sua experiência não diz nada sobre a minha vida, apenas sobre a sua. Então não queira jogá-lá como um fato para provar que coisas ruins me acontecerão, pois como já disse anteriormente, você não sabe sobre isso.
Essas palavras não são sobre estar cansada das pessoas ditarem a minha vida, são sobre as pessoas não saberem nada sobre ela e acharem que está tudo bem me dizer que não conseguirei tal coisa ou então que não me surpreenderei com sentimentos bons e pessoas incríveis.
Tenho fé em Deus, tenho fé na vida, tenho fé em bons sentimentos e tenho fé que a felicidade pode ser eterna, basta você querer. Se você não tem, sinto muito por você. Suas decepções inundaram seus bons sentimentos e fizeram eles se afogarem? Sinto muito por você, mas não há nada que você possa me dizer, que fará os meus também se afogarem.
Ainda bem que sou dona de algo e ainda bem que sou a única dona. E esse algo é a minha vida.
Você não nasceu para agradar todo mundo e muito menos, para gostar de todo mundo mas você nasceu para respeitar todas as pessoas que cruzarem seu caminho, independente do retorno.
Muitas vezes cruzamos com pessoas que não são dóceis conosco, pessoas que nos dizem palavras destruidoras de corações e sonhos, pessoas com más intenções e pessoas que poderiam ser uma amiga ou um amigo e tanto, mas acabam não sendo, talvez por assuntos não tão bem resolvidos do passado ou como um mal entendido e então só não acontece.
No começo você sente raiva, depois você pensa em devolver na mesma moeda e depois, você começa a desconfiar que tudo o que a pessoa fala ou faz, é direcionado a você. Talvez haja uma grande necessidade de entendermos que mesmo que sejamos importantes, não somos o centro do universo e que talvez, estejamos fissurados na ideia de que aquela pessoa nos odeia e sempre nos quer mal, que passamos a achar que o objetivo da sua existência é apenas nos atormentar. Porém com 50% de chances, digo que nós estamos olhando tanto para os nossos umbigos que não percebemos que há outros conceitos envolvidos na situação e que muitas vezes, não somos o primeiro ou até mesmo o último.
Porém, se houver mesmo essa possibilidade, você precisa lembrar de quem você é e perceber que tudo isso não é sobre ser melhor mas sim sobre preservar o seu caráter e entender que no fundo, retribuir a má atitude de outra pessoa não lhe trará benefício nenhum. E lutar para que aquela pessoa, lhe transforme na sua pior versão.
"Ah, então você nunca falou mal de ninguém? Nunca ficou com vontade de falar poucas e boas para uma pessoa?" se eu dissesse que não, seria hipocrisia, então direi que sim mas que não há nenhum segundo em que um orgulho imenso toma conta da minha alma por isso. Na verdade, sinto que estou engolindo esse veneno amargo e que esse veneno, está intoxicando minha alma dia após dia e que se ao invés de jogar fora esse veneno, continuar tomando-o, minha alma continuará apodrecendo e uma amargura tomará conta do ponto mais profundo do meu coração até a superfície.
Não é fácil, não é rápido, mas você precisa começar a se desapegar dessa ideia de vingança ou de que aquela pessoa te odeia com todas as forças dela. Você precisa. E isso deixou de ser sobre querer, passou a ser questão de necessidade.
Desintoxique a sua alma, deixe ela leve para voar, deixe o seu brilho reluzir por si só e mesmo que digam que você não tem esse brilho, você tem. Basta você enxergá-lo. Não deixe a amargura penetrar no seu órgão mais precioso, pois um dia ela sufocará seu corpo e então você desistirá dessa ideia de acreditar nas pessoas e suas boas intenções. O quê? Você não acredita em boas intenções? Não faça isso. Seus pais querem o seu melhor. Seus amigos querem o seu melhor. E acima de tudo, você tem que querer o seu melhor e particularmente falando isso já é uma boa intenção e tanto! *particularmente falando, Deus quer o seu melhor.*
Deixo uma frase aqui, para vocês entenderem tudo o que quis dizer: "veneno só faz mal, se você engole.".
É como se você estivesse andando em uma corda bamba. Embaixo dos seus pés há um grande precipício, aonde se você cair, não haverá história para contar. Não haverá um grito de vitória. Não haverá nada a ser dito especialmente sobre você, apenas que você foi mais um que não conseguiu aguentar.
A vida é sobre isso, não é? Sobre aguentar mais um pouco. Sobre sobreviver mais um dia. Sobre se tornar mais forte a cada dia que passa.
A vida é sobre isso a maior parte do tempo, mas a parte que eles nunca contam é que muitas vezes o vento sopra forte sob você e sob a corda e então você balança, balança tão forte que de repente, você só quer ter a capacidade de desistir e em frações de segundos, deixar que seus pés escapem da corda e você caia. Caia e seja esquecido.
Você luta com a força que nasceu, com a força que adquiriu com o tempo, com a força que você acha que tem mas está enganado, com a força que vem de algo divino mas tudo o que você quer, é que seus pés se soltem e você finalmente encare o precipício.
Mas você não desiste. Você não encara o precipício. Você só não desiste.
E é essa a parte irônica. Você quer desistir mas não consegue, você quer continuar mas não tem força. E depois da parte irônica, vem a parte triste. Você apenas fica parado, entre a zona de conforto e a zona de mudança e não há um nome para essa zona, mas é a pior zona que existe. É a zona que martiriza seu coração e que lhe faz enlouquecer um pouco, pois você não vê saída, você não vê nada além de algo que está lhe destruindo aos poucos.
Talvez a vida seja sobre isso, mas talvez a vida também seja sobre ter um pouco de coragem e se agarrar entre as paredes boas do seu coração. É sobre construir sua própria força. É sobre ouvir o bom timbre do seu coração e procurar sempre alcançá-lo. É sobre achar a essência da sua alma e não deixar que ela se afogue no precipício do mundo, que é mais fundo e aterrorizante.
Talvez a vida seja sobre andar na corda bamba, sobre sair da zona-sem-nome com um pouco de coragem e um pouco de bons sentimentos. E talvez, acima de tudo, seja sobre você entender que mesmo que seu dia esteja sendo péssimo, há algo a ser apreendido e que se você não desistiu até agora, desista da ideia de desistir. Você já foi forte o suficiente por estar aonde está e é ainda mais forte para chegar aonde deve chegar.