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13 de jul. de 2016

Aperte o play: Gilmore Girls

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Uma boa xícara de café, um relacionamento incrível e muito, muito amor, seriam as palavras escolhidas, cuidadosamente, para resumir a série Gilmore Girls - Tal mãe, tal filha -, que está disponível, desde o dia 01 de Julho, na Netflix. 

A trama que, por enquanto, apresenta 07 temporadas, com 22 episódios cada, mostra o cotidiano das mulheres Gilmore: Lorelai Gilmore, a mãe, e Lorelai Gilmore - conhecida como Rory, - a filha. Seus nomes iguais não são por mera coincidência, eles demonstram, fielmente, a base da história: que o laço entre mãe e filha não é algo que pode ser explicado com argumentos racionais, é apenas sentido intensamente. 

Na comédia, só que com boas doses de drama e romance, Lorelai engravidou de Rory aos 16 anos e negou a ideia de se casar por causa da gravidez, o que foi o estopim para o caos de seu relacionamento familiar e o começo de sua independência. 

Com muito feminismo e empoderamento nas entrelinhas, a narrativa é um lembrete de que mesmo muito jovem, Lorelai fez um ótimo trabalho, sozinha, com sua filha, e isso não é sobre Rory ter os olhos azuis de sua mãe, é sobre ela ser a melhor aluna de sua classe, lutar, constantemente, para ingressar em Harvard, ser extremamente autêntica e altruísta. Além disso, Lorelai é uma personagem construída além do seu papel de mãe, pois seu reconhecimento se dá também por gerenciar muito bem um hotel, além de ter o sonho de abrir seu próprio negócio.

Sookie, Lane e Luke também são personagens que valem o apertar do play. Sookie por ser engraçada, espontânea e fazer com que todos queiram aprender a cozinhar; Lane por mostrar que melhores amigos, muitas vezes, são totalmente diferentes e, exatamente por isso, dão certo; e Luke que, mesmo com muito mau humor, é a pessoa que sempre está lá, independente de onde "lá" seja, além dele ser a pessoa que servirá uma grande xícara de café e bolinhos de mirtilos, portanto, amável por si só.

Para saber mais sobre a série, assista ao trailer preparado pela Netflix e legendado pelo grupo Gilmore Girls Brasil




Alice Arnoldi




17 de jun. de 2016

Literando: Amor Amargo

                                                                            Fotografia e edição: Alice Arnoldi

Lançado no Brasil, em 2015, pela Editora Gutenberg, o livro da escritora Jennifer Brown,
com título original de Bitter End, foi traduzido como Amor Amargo. Seu nome, denso e embasado, faz referência ao tipo de relacionamento discutido na trama: o abusivo.

Entre as 243 páginas da ficção estadunidense, Alex, estudante do último ano do colégio, conhece Cole, que é descrito inicialmente como um jovem irresistível, delicado, extremamente romântico e que precisa de ajuda para melhorar suas notas em algumas matérias a fim de permanecer no time de basquete da escola. 

Com suspiros e sorrisos bobos, o livro conquista, dessa maneira, o leitor durante as primeiras páginas, até que alguns comportamentos estranhos, pela parte de Cole, surgem. Aquilo que parecia um ato romântico, torna-se pressionador. O que era para fazer Alex sorrir, acaba machucando-a. Os limites do suportável e normal começam a ser questionados. Indagações também são feitas sobre Alex continuar com uma pessoa que tem atitudes, no mínimo estranhas, com ela. Até que não é possível mais aguentar o que está acontecendo com a protagonista e, então, como não há a possibilidade de mudar a atual situação com as próprias mãos, a vontade é de colocar a história de volta na cabeceira e talvez começar uma nova.

Os sentimentos de ansiedade e nervoso surgidos no espectador, para que Alex consiga enxergar os problemas que a rodeiam, refletem como seria conviver com uma pessoa próxima a você nessa situação, e não conseguir encontrar atitudes boas o suficiente para mudar as condições de vida dela. 


                                                                                    Fotografia e edição: Alice Arnoldi

A autora do best-seller A lista negra questiona o real sentido do verbo "conhecer". Relata como a superfície de uma pessoa pode parecer bonita e idealizadora, mas sua profundeza assustadora e perigosa. Jennifer Brown leva seu público ao limite da paciência. Diversas vezes, durante a leitura, há o questionamento de "Por que a Alex simplesmente não rompe com essa situação de uma vez por todas?"; e, então, todo o núcleo sobre relacionamentos abusivos é explicado: primeiramente, não é fácil perceber as raízes opressoras de uma relação e mesmo que, depois de um tempo, a pessoa entenda em quais circunstâncias sua união está imergida, não é fácil desvencilhar-se de tal realidade, seja ela construída há um mês ou há oito anos. 

Formada em Psicologia, Brown, após um intenso estudo sobre a violência contra as mulheres, construiu essa obra literária com abordagens de assuntos importantíssimos como machismo, abuso, violência doméstica e até mesmo cultura de estupro - já que a agressão não é só física, mas emocional e psicológica também -, a partir de personagens fictícios, mas que foram elaborados com personalidades presentes em pessoas comuns, o que leva à identificação.

Nas últimas páginas do livro, há algumas perguntas relevantes sobre abuso, respondidas pela escritora, como: "Quais são as características de um agressor?"; ou "Tenho a impressão de que uma amiga está sendo vítima de violência. Como posso ajudá-la?", e entre tantas outras questões que são necessárias para auxiliar no entendimento de quais são os parâmetros que caracterizam um relacionamento abusivo e como reverter essa situação.


Alice Arnoldi




14 de jan. de 2014

Resenha: Fazendo meu filme - Volume 1

O meio da semana chegou e há sempre aquela expectativa de que daqui a pouco o final de semana chegará. E final de semana, para muitas pessoas, significa sair e se divertir. Agora, a diversão fica por sua conta. A sua diversão pode ser um parque, um restaurante, um cinema mas até o final desse post, quero fazer com que a sua próxima diversão seja em um livraria.
Segunda-feira terminei o meu primeiro livro de 2014 e pelo título do post, vocês já devem saber qual é. Não? Então direi a vocês, ele se chama: Fazendo meu filme - A estréia de Fani. O livro é da escritora Paula Pimenta. E esse é apenas o volume 1.
Vamos começar a resenha! 

Créditos: weheartit

"Fazendo meu filme 1: a estreia de Fani é um livro encantador, daqueles que lemos compulsivamente e, quando terminamos, sentimos saudade. Não há como não se envolver com Fani, suas descobertas e seus anseios, típicos da adolescência. Uma história bem-humorada e divertida que conquista o leitor a cada página.Seja a relação com a família, consigo mesma e com o mundo; seja a convivência com as amigas, na escola e nas festas, seja a relação com seu melhor amigo e confidente. Tudo muda na vida de Estefânia quando surge a oportunidade de fazer um intercâmbio e morar um ano em outro país. As reveladoras conversas por telefone ou pela internet e os constantes bilhetinhos durante a aula passam a ter outro assunto: a viagem que se aproxima.
É disto que trata este livro: o fascinante universo de uma menina cheia de expectativas, que vive a dúvida entre continuar sua rotina, com seus amigos, familiares, estudos e seu inesperado novo amor, ou se aventurar em outro país e mergulhar num mundo cheio de novas possibilidades.
As melhores cenas da vida de Fani podem ainda estar por vim..."

São essas as palavras que nos mostram uma pequena parte do livro e quando eu digo pequena parte, é porque realmente é pequena. 
O primeiro contato que tive com o livro foi indireto, pois a primeira vez que ouvi falar sobre ele e ouvi alguns "spoilers" sobre o mesmo, foi quando uma amiga minha do inglês começou a ler o livro e contou que o livro era maravilhoso e soltou mais alguns adjetivos sobre o livro.
Sinceramente? A primeira vez que ouvi falar sobre esse livro, eu não dava sequer um centavo por ele e não havia sequer uma pequena vontade em mim de lê-lo. Depois li em algum lugar sobre ele e coincidiu quando eu estava a procura de livros de escritoras brasileiras (Deus é perfeito até nisso!) e pela primeira vez, surgiu uma curiosidade sobre esse livro.
No dia do meu aniversário (17 de Dezembro), fui com os meus pais a livraria cultura e comprei dois livros. Um deles era o "Fazendo meu filme". Primeiro eu li o livro mais fino, que o nome e a resenha ficam para um outro post e depois resolvi encarar o "Fazendo meu filme".
Falando assim, até parece que foi um pesadelo ler esse livro, não é mesmo? Como é quando você tem que ler aqueles livros chatos de escola ou qualquer coisa do gênero. Mas ler esse incrível livro, não pode ser comparável a ler os livros chatos do colégio. 
No prólogo do livro há uma lista de 55 dvds, que são os filmes preferidos da Fani e de repente, me senti presenteada com uma lista incrível de filmes que eu nunca assisti mas que parecem incríveis. Portanto, comecei um bom livro e ainda ganhei de brinde uma lista de filmes (gosto assim!). 
Ao ler o livro, você se pega rindo sem querer, porque você percebe o quanto é estranho ser adolescente e como fazemos chuva em copo d'água. Você entende o desespero da personagem, porque você já passou por isso. Você sente raiva do personagem, porque muitas vezes você queria ter a sorte que ela tem. Mas o final do livro, é o que te faz chorar e suspirar. Você termina o livro apenas sorrindo, com aquela sensação de que no final você também será feliz. Você também será capaz de sorrir mais do que chorar. Ê Fani, você conseguiu me fazer acreditar de novo na vida, quando ninguém mais conseguia fazer.
Essas são as minhas opiniões sobre o livro, mas sobre o conteúdo mesmo, vou deixar aqui embaixo.
  • Fani é uma menina normal, como eu, como você, que tem muitos sonhos e um deles é fazer intercâmbio e ela consegue realizar esse sonho. Como? Ela faz uma prova, em um programa de intercâmbio, acaba passando nessa prova e o seu intercâmbio é um ano inteiro na Inglaterra. Nós percebemos que a parte mais difícil para a Fani, é deixar seus amigos que finalmente ela descobriu quem são: a Gabriela que foi capaz de sair do colégio que estudava com Fani, pois admitiu que sem ela não havia graça em continuar naquele lugar, a Natália que era uma amiga de infância que acabou se afastando um pouco da Fani mas acabou voltando ao seu cargo de "melhor amiga" depois de um tempo, junto com a Gabriela e o Leonardo, que é o seu único e especial (e incrível, e apaixonante, e lindo) melhor amigo e o seu novo amor, que eu não vou contar para você quem é mas que eu quero deixar subentendido que para a Fani a frase "se for para se apaixonar por alguém, se apaixone pelo seu melhor amigo" começou a fazer sentido. No final, você vai chorar, como eu chorei. Eu tenho certeza disso. Sabe por quê? Porque eu tenho certeza que você tem amigos que você ama, que se um dia você fosse passar um ano inteiro longe deles, você iria sentir falta deles com todo seu coração. É um livro engraçado, irônico muitas vezes e romântico. Ele te faz querer estar apaixonada e viver a vida intensamente. Talvez esse seja um sentimento-adolescente e talvez muitas pessoas que não sejam adolescente tenham vontade de ler esse livro, apenas para sentir esse sentimento-adolescente novamente. Afinal, esse sentimento é de tirar suspiros, lágrimas e sorrisos. 
Ufa, deu para cansar escrevendo esse post. Nunca pensei que seria tão difícil escrever uma resenha. 
Espero que vocês tenham gostado!
Fiquem com Deus.
Au Revoir.


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