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2 de jul. de 2017

Esquecemos de amar para sermos chamados de crentes


Se "crente", antes de ser a dominação de um grupo de pessoas que segue uma religião, significa crer em Jesus e procurar viver uma vida como Ele viveu, então, o título desse texto é contraditório, não é? Afinal, foi com Ele que o Amor se fez carne, não foi? 

Infelizmente, o nome da publicação está correto, porque o Amor se fez carne, o Amor vestiu uma coroa de espinho, o Amor teve as mãos pregadas no madeireiro, o Amor bebeu vinagre, o Amor chorou e, mesmo assim, o punhado de regras e a lista de privações para que sejamos reconhecidos como cristãos são mais importantes do que o transbordar em amor. 

É tanta necessidade de aprovação pelas pessoas que nos cercam e decretam ter conhecimento sobre quem Deus é, que nós esquecemos de perguntar ao único que realmente importa se nossas atitudes estão aprovadas. Caso assim fizéssemos, a verdade que seria gritada aos nossos ouvidos é: não, elas não estão aprovadas. 

Por que não? Porque estamos esquecendo de sermos sensíveis e educados com as pessoas próximas a nós, como Ele pede em Romanos 14: 19-21. Porque nós insistimos em estipular o que é certo e errado a cada um, quando Ele mesmo disse, em Romanos 14: 13-14, que isso não cabe a nós. Mas, principalmente, porque nós estamos estragando o relacionamento das pessoas com Ele, quando apresentamos a elas, diariamente, Deus como um pai castigador e não um Pai de Amor, sendo que Ele pediu, em Romanos 14: 15-16, para que não fôssemos os responsáveis por transformar o que é bom e abençoado em um veneno para a alma. 

Vocês entendem agora? Mesmo sem direito algum para isso, nós fizemos questão de modificar o amor dEle. Como? Colocando condições para ele existir, dizendo quais pessoas são amadas e quais não são e, principalmente, quando nos preocupamos em sermos mais aceitos dentro da Igreja, do que semelhantes ao filho do Abba. 

É, Jesus, Você morreu em uma cruz, mas parece que ainda não foi o suficiente para entendermos sobre sacrifício e Amor. 

Alice Arnoldi

14 de out. de 2016

Ele é mais do que um cachorro

                                    Foto e edição: Alice Arnoldi

Sansão, um cachorro que nasceu do cruzamento de um labrador com um dachshaund, de oito anos, no dia de hoje amanheceu abatido e, ao mesmo tempo, bravo. Mais tarde, descobri que o seu rosnar de dentes e a vontade de ficar quieto em um canto eram por dores na barriga. 

Não soube mais notícias dele enquanto estive na faculdade, mas assim que cheguei em casa, pude ouvir o seu choro pedindo para que fosse vê-lo. 

Como sempre, abri o portão para que ele viesse até mim e sentei-me ao chão para que pudesse acarícia-lo. 

Rabo abana de lá, rabo abana de cá.

Ele parecia melhor, mas quando há amor envolvido, não queremos apenas o "melhor", mas queremos o bem definitivo. Então, o abracei forte e, em pensamento, orei. 

Talvez isto, o orar por um animal de estimação, seja besteira para muitas pessoas, mas quando penso na ideia de ver o Sansão sofrendo, só penso em correr para aquEle que jamais deixou o meu coração imerso em sofrimento. 

Orei. 

Depois, estendi a mão para tocá-lo novamente em um ato de carinho. Ele rosnou e quase abocanhou minha mão, que puxei rapidamente de volta para mim. Ele entrou em sua casa e eu levantei do chão, indignada com a reação dele.

Entrei na cozinha irritada, pois eu havia acabo de orar para sua cura e ele, sem pensar duas vezes, quase mordeu meus dedos. Lavei a mão e, de repente, percebi que o Sansão havia me ensinado o verdadeiro significado do evangelho. 

Mergulhar o outro em amor não é fácil, principalmente quando ele nos fere, fazendo com que tenhamos um o corte que, ainda que não seja físico, é capaz de rasgar a alma do começo ao fim. 

O verdadeiro evangelho não é sobre abraçar apenas quem nos faz bem, mas quem precisa. Isso, incontáveis vezes, inclui imergir em amor quem foi o autor de muitas mágoas e, ainda, quem é julgado por conceitos criados por você.

Sendo assim, que tenhamos cortes imensuráveis ainda que doam, mas que nunca paremos de abraçar quem precisa ser abraçado e não quem gostaríamos.

"É o que o Filho do Homem faz: Ele veio para servir, não para ser servido - e para dar a própria vida para salvar muita gente" (Marcos 10:45). 

Alice Arnoldi



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